quarta-feira, 5 de dezembro de 2018
segunda-feira, 19 de março de 2018
CAIXAS DE SAPATOS
Por quê os sapatos vem em caixas? Uma forma bem acabada em papelão, umas coloridas, outras não. Seja como for, acabam crucialmente na vida da gente. As caixas revelam-se terapeuticamente úteis.
Depois dos sapatos, algumas passam a guardar a linha do tempo.
Um dia abrimos aquela caixa escondida em um canto defeso da casa e repentinamente, a caixa, nos devolve ao passado ou nos arremete ao incerto e desejado futuro.
São mágicas.
O coração dispara entre a euforia e a melancolia.
Abro a tampa, fecho a conta do terapeuta.
Encontro papéis amassados documentando certezas, miçangas de um carnaval, receitas de bolo batumado, notas de dinheiro junto ao passaporte, agulhas tortas e botões de uma roupa que usei ou vou usar.
Santinhos de orações que nos protegem, mesmo dentro das caixas de sapatos, disso estou certa.
Na caixa de sapato, insetos secos que devoravam as minhas lembranças e esperanças.
Agora traças e tesourinhas antenadas me parecem simpáticas.
Despreparada para o garimpo, me assombro com achados preciosos, pessoas perdidas em bilhetes de conteúdos mirabolantes.
Os olhos sorriem ou marejam, também vi a folha ressequida mas sua cor era esperançosamente verde porque há futuro nas caixas junto com as moedas e o passaporte.
As fotos, capítulo á parte.
Tudo presente, o morto, o vivo, o novo, o velho, o cheiro, o feio, o belo na caixa de sapatos.
O mito de Pandora se esvai posso suspirar tranquila. Abri a caixa de sapatos.
Intrigante.
terça-feira, 9 de janeiro de 2018
quarta-feira, 29 de novembro de 2017
( )
LIBERDADE.
Eu estou aqui na asa esquerda do vento. Nessa asa o vento tem uma tatuagem e adivinhem: uma borboleta.
As borboletas azuis planam nos ventos alísios.
O vento lambe meu rosto e enlaça os cabelos, sopra nos meus ouvidos sua música de liberdade, sinto meu corpo mergulhar na imensidão azuleja.
"Estamos sós; eu e ele. Nada e ninguém.
Voamos tão simplesmente.
Agora nada importa."
terça-feira, 28 de novembro de 2017
O que dizer à um velhinho com bengala acompanhado de um cachorro quando esse faz cocô na rua? Fiquei pensando...
Nao. Não vou ralhar.
Tudo estava claro naquela manhã perfeita de primavera.
Nao. Não vou ralhar.
Tudo estava claro naquela manhã perfeita de primavera.
O cão apoia o seu velho coração enquanto a bengala suporta as pernas frágeis e cansadas.
Essa composicão é a tela afetiva da cidade.
Essa composicão é a tela afetiva da cidade.
O cocô depositado no passeio parece agora uma grotesca escultura enfeitando o dia.
.
sexta-feira, 24 de novembro de 2017
segunda-feira, 28 de agosto de 2017
POR QUE GIRASSOL?
Eu dei o girassol em tempos cinzentos onde as nuvens encobrem as respostas certas. Naturalmente a flor despertou para ela o desejo de viver o SOL .
Era uma pequena flor solitária mas significante em sua simplicidade e assim ao deitar olhos sobre ela as certezas criavam raízes.
Eu queria mesmo era acenar com o girassol e dissipar todas as dúvidas sobre a vida. E maneiras fortalecer a esperança, essa era a intenção.
E o girassol fez lembrar algumas respostas :
PORQUE NA LUZ ESTÁ A VIDA.
PORQUE AMANHÃ É OUTRO DIA.
PORQUE SE VIVE UM DIA DE CADA VEZ.
PORQUE A CADA DIA SEU PRÓPRIO VENENO.
PORQUE HOJE PODE SER O ÚLTIMO.
PORQUE SE FAZ A BELEZA DAS ESTAÇÕES.
PORQUE NADA É ETERNO.
PORQUE AMANHÃ TUDO MUDA.
E PORQUE O SOL NASCE PARA TODOS.
GIRASSOL.
Agosto cinza de chuvas e ventos.
segunda-feira, 24 de julho de 2017
PERFEIÇÃO
A VIDA É CHEIA DE MOMENTOS PERFEITOS PROTAGONIZADOS POR PESSOAS IMPERFEITAS.
E O INVERSO INCONTESTE.
terça-feira, 11 de abril de 2017
O QUE VOCÊ VAI SER QUANDO CRESCER ?
Crescido?
Talvez existir ?
Ser eu apenas ?
Demorou tanto tempo para ser eu mesmo.
Quando eu crescer quero ser igual à você.
Um bombeiro, um médico, um astronauta e feliz.
Mas eu posso mudar.
Sempre.
E a música insiste em dizer o que você faz pra ser feliz?
Ser eu .
E o Peter Pan?
Ora, quem sonha pode voar !
Quem sabe, quem sabe...
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